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DE REGRESSO A PORTUGAL



                                               CARLOS A. BELISTRA



















































        OM: Como se chama o hotel? Man-     nhas raízes estavam nas terras do   tionamentos:  será  que  seremos  bem
        tém-se aberto?                      outro lado do Atlântico a vontade de   recebidos? Será que vamos gostar do
                                            morar em Portugal era muito forte e   lugar? Será que as diferenças cultu-
        CB: O hotel chama-se Flat Ouro Pre-  definitiva, pois cresci ouvindo de meus   rais  serão  algum  empecilho?  Enfim,
        to e tem capacidade para 74 pessoas.   pais histórias sobre as pessoas e o lu-  essencialmente, depois de muito pla-
        Devido  à  “Pandemia”  estamos  tra-  gar, histórias estas que transmiti com   nejamento e todos os assuntos resol-
        balhando de forma muito limitada.   orgulho para minha filha que absorveu   vidos, eu e minha esposa, há um ano
        Entretanto, continua em atividade - e   meu entusiasmo e há três anos casou   vivemos aqui. Tempo este que foi su-
        com a facilidade que a tecnologia nos   e com o marido foi residir na cidade   ficiente para ter a certeza de que fize-
        proporciona - a administração conti-  do Porto. Veio em busca de oportuni-  mos a melhor escolha. Os nossos te-
        nua a ser feita por mim, à distância. Já   dades,  desenvolvimento  profissional,   mores se mostraram sem importância
        o operacional é feito por funcionários   qualidade de vida e segurança. Esta úl-  nenhuma. Procuro investir em Portu-
        capacitados  e  especializados  para  o   tima estava muito difícil no Brasil.  gal, contudo ainda está por definir se
        efeito. Esse conjunto de circunstâncias   Mesmo com muita vontade de viver   na área de Hotelaria ou na de Tecno-
        facilitou ainda mais a minha opção de   na terra de meus antepassados a in-  logia, duas áreas fortes em Portugal.
        mudança e regresso a Portugal.      segurança se fez presente.  Apesar  de   Sem  pressa, enquanto não decido, vou
                                            já ter vindo a Portugal diversas ve-  aproveitando a vida de aposentado na
        OM: Porque voltou?                  zes, em nenhuma delas convivi mais   paz e na companhia da família que te-
                                            do que alguns poucos dias com meus   nho em Trás-os-montes.
        CB: Com a consciência de que as mi-  parentes. Começaram então os ques-




                                                                                     OBSERVA - MAGAZINE   |   PAG  9
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