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ASSOCIADOS aild






        Solidariedade







        A  Igreja  celebrou,  no  passado  dia  27   Brevemente a AILD difundirá o primei-
        de  setembro,  São  Vicente  de  Paulo,   ro grande projecto nesta área, contan-
        padroeiro das obras de caridade, a que   do, desde já, com a ajuda de todos para   Cláudia Branco
        ninguém  consegue  ficar  indiferente,   minimizar o sofrimento alheio.
        sendo  com  certeza,  um  modelo  para   Não hesitem pois, em tomar a iniciativa   29 anos, nasceu e cresceu em Lisboa.
        todos  nós.  A  caridade  cristã  consiste   de nos contactar, propondo sugestões   Advogada  desde  2017,  com  particular
                                                                                 interesse  nas  áreas  de  direito  relaciona-
        em fazer o bem sem olhar a quem. Na   ou meios.                          das com as pessoas, em especial - Direito
        área  da  solidariedade  nunca  haverá                                   Migratório e da Nacionalidade. Atualmen-
        ações a mais para pôr fim a todo o tipo   Não posso deixar ainda de referir, que   te,  reside  e  trabalha  na  cidade  do  Porto,
                                                                                 dedicando-se  a  desenvolver  projetos  as-
        de carências: fome, doença, ignorância,   no dia 25 e 26 de setembro assinalou-  sociativos  relacionados  com  o  apoio  aos
        pobreza, afetos, etc.              se o Dia Europeu das Línguas, uma or-  lusodescendentes e a imigrantes que de-
        Sendo  a  AILD  uma  associação  empe-  ganização  da  Comissão  Europeia  em   sejam estabelecer-se em Portugal. Define-
                                                                                 se  como  curiosa,  organizada  e  motivada.
        nhada em fomentar o apoio dos luso-  parceria com a EUNIC Portugal, rede de   Através do seu seio familiar cedo percebeu
        descentes e das pessoas de boa vonta-  embaixadas e institutos culturais, com   o  significado  de  trabalhar  arduamente  e
        de, que procuram contribuir para uma   o objetivo de celebrar e preservar a di-  ser meticulosa, fazendo dela a pessoa exi-
        melhor  comunidade  ou  comunidades,   versidade linguística como uma riqueza   gente que é com ela própria, sempre com
                                                                                 o olhar e objetivo em alcançar a melhor so-
        não poderia assim, deixar de incentivar,   do património comum da Europa. Or-  lução em cada momento.
        promover, fomentar e apoiar acções de   ganizaram-se várias acções, sobretudo
        solidariedade.                     junto das escolas, chamando a atenção
                                           dos alunos para a riqueza em se conhe-
        De facto, temos tido notícias que mem-  cer  a  sua  língua,  mas  também,  a  dos
        bros  da  Associação  têm  contribuído   outros  povos.  Estou  convencido  que
        com donativos em géneros, livros, brin-  um bom contributo para a boa cidada-
        quedos, roupa, entre outros bens, para   nia  europeia  é  sabermos  pelo  menos
        algumas  associações,  coletividades  ou   duas a três línguas, visto que conhecer
        movimentos  de  caridade  religiosos.   uma  língua,  é  conhecer  um  povo  e  a
        Ora, foi nesse contexto que a Associa-  sua  cultura,  permitindo  dessa  forma,
        ção resolveu criar uma comissão para   uma  melhor  compreensão  mútua.  Na        Jaime Gouveia
        catalisar  ainda  mais  estes  gestos  de   Europa, contamos com 24 línguas, não
        solidariedade dos membros, mas tam-  será pois difícil, escolher a próxima lín-  Historiador,  actualmente  investigador  in-
        bém, para permitir uma maior coope-  gua que vamos aprender.             tegrado do CHSC e docente convidado da
        ração com outras instituições da socie-                                  Faculdade  de  Letras  da  Universidade  de
                                                                                 Coimbra. É autor de 17 livros de história e
        dade  civil,  de  forma  a  contribuirmos                                dezenas de artigos em revistas científicas
        com  projectos  de  solidariedade  que                                   da sua especialidade. Recebeu 8 prémios
        cobrem carências prementes, e que só                                     científicos,  entre  os  quais  o  Prémio  Gul-
                                                                                 benkian da Academia Portuguesa da Histó-
        podem existir através da acção colecti-                                  ria em 2015. Viveu em Florença, tendo-se
        va de várias entidades ou pessoas.                                       doutorado no Instituto Universitário Euro-
                                                                                 peu com bolsa do Ministério dos Negócios
                                                                                 Estrangeiros e da Fundação Para a Ciência
                                                 Philippe Fernandes              e Tecnologia. Foi Professor credenciado na
                                               Presidente da Associação Internacional   Universidade Federal do Amazonas (Brasil),
                                                    de Lusodescendentes          e colaborador do Jornal do Commercio de
                                                   philippefernandes@aild.pt     Manaus, com uma coluna intitulada “Por-
                                                                                 tugal sem Fronteiras”.


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